Textos não precisam ser formais e ter palavras que nem o dicionário entende. Textos simples, frágeis, leves não requerem pontuação certa, vírgulas, exclamações. Desabafos não precisam de gramática. O que eles precisam realmente é de sinceridade. Detalhes de uma ferida em aberto. Às vezes, só às vezes, tudo o que um texto requer é vericidade, espontaneidade; se bem que todos os textos poderiam ter - nem que seja uma fração - de verdade. O que é importante é ter guardado na estrutura das suas linhas o maior valor: palavras de um coração verdadeiro. Grafia, as pessoas podem corrigir. Vírgulas podem ser adicionadas, cortadas. Exclamações e interrogações podem ser substituídas. A verdade, no entanto, ou tem-se ou não. Não há meio termo, não há meia verdade. Não deixe para mais tarde o que sua voz pode dizer agora. Tudo o que você disser nunca sairá no mesmo tom. Tudo o que você vier a escrever, carregará a essência momentânea da sua alma e de seus pensamentos; carregará a verdade do momento, no momento.
Sei que tudo isto não passará de histórias. E que nossas imagens se tornarão fotografias antigas. Mas, neste momento, estes momentos não são histórias. Isto está acontecendo. Estou aqui e estou olhando para ela. E ela é tão linda.
Eu gostava tanto de você. Do seu jeito de falar manso. Da maneira como as palavras saíam da sua boca. Da forma como as suas mãos sempre quentes tocavam o meu corpo. Do seu olhar que me arrepiava por dentro e por fora. E que fazia com que eu me sentisse a pessoa mais especial do universo inteirinho.


